AULAS RETORNAM EM MARÇO

 

Pessoal,

Terminamos a primeira fase, vamos fazer um período de descanso parcial, no qual rolarão apenas os cursos de:

1) Violão

2) Produção Musical com Software Livre

3) DJ

O projeto CMIJ – Centro de Música & Inclusão para Jovens, pretende a inclusão social com a utilização da Música. A princípio foram criados os cursos – totalmente gratuitos – de Guitarra, Baixo, Bateria, Teclados, Vocal, Produção Musical e DJ. No desenrolar do segundo semestre de 2009, o curso contava com mais de 600 alunos inscritos pela internet e mais de 300 frequentadores assíduos.

Com o apoio do PROAC – Programa de Apoio à Cultura – da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo e patrocínio do Achocolatado Mágico (da Pepsico), o CMIJ contou com 12 professores, 4 estagiários e um coordenador pedagógico, e movimentou culturalmente o bairro do Bixiga (Bela Vista) em Sampa, onde fica a sede da realizadora do projeto, a Associação Cultural Dynamite, em prédio de 4 andares.

Dentre o corpo docente do CMIJ destaque para o guitarrista Demma K, o baixista Homero Feijó e o baterista Paulo Lion (todos ex-ULM – Universidade Livre de Música Tom Jobim) a baixista Gê Côrtes (do grupo Altas Horas, do programa homônimo da TV Globo), o especialista Saulo Wanderley (coordenador pedagógico, guitarrista, violonista, consultor de computer music) e todo um time de professores de primeira linha.

Terminado o ano de 2009, foi iniciada uma operação para atravessar as férias de janeiro e fevereiro com os docente e discente ativos. Nessa ocasião, dias 28 e 30 de janeiro, foram entregues os certificados de conclusão de curso, propostas de patrocínio, apoio e parceria ao mercado musical e cultural, para os convidados ao evento, que nasceu espontaneamente nas novas dependências da Associação Cultural Dynamite.

Aproveitando a construção do seu espaço Dynamite Music Hall, os professores e alunos do CMIJ criaram o mini-projeto O PALCO É SEU, com apresentacões das bandas Sê Musical! (da aluna Agna Maria, de vocal), Seven Hills (do professor Jucy, vocal) e 220 (do aluno Marcus, guitarra). No total foram 947 alunos inscritos:

Canto / Vocal: 231

Guitarra: 200

Bateria: 117

Teclado: 94

Produção Musical:  138 (incluso computer music)

Baixo: 85

DJ: 82

O projeto agora parte para a captação de novos recursos para a manutenção de seu núcleo. Uma maior mobilidade de horários e salas na sede permitirá a manutenção do volume de alunos com a mesma eficiência didática, que se baseia na psicopedagogia musical de Violeta Hemsy de Gainza. Durante o mês de fevereiro, teremos um período sabático, retornando com novos cursos em março.

Segundo a renomada pedagoga argentina – com quem o coordenador pedagógico se encontrou em agosto, quando do início do projeto – a improvisação organizada é o melhor meio de se construir um aprendizado musical eficiente, opinião compartilhada com o não menos famoso professor Hans Joachim Koellreutter, mestre dos grandes maestros e músicos brasileiros desde o início do século.

É a partir de improvisações com os alunos que o CMIJ montou sua estrutura didática, em oficinas com crianças a partir de 10 anos e jovens, das quais emergiram alunos individuais avançados e grupos de várias formações em diversos gêneros musicais. A reunião da prática com a teoria dirigida para objetivos práticos cria um aprendizado lúdico e sólido, que o próprio aluno pode aperfeiçoar sozinho.

Nessa linha, foram criadas as oficinas de Produção Musical com Softwares Livres, usando programas gratuitos; Violão para Iniciantes, que coloca um aluno tocando pequenos solos em poucos minutos com o sistema TID – Toque Igual ao Disco e Guitarra Sintetizada, mostrando os novos rumos que o instrumento mais famoso do rock está tomando neste início de século.

Estas novas oficinas, e mais os cursos que foram colocados à disposição de alunos em 2009, são a nossa contribuição para o momento em que será necessário formar profissionais de Música para a volta da disciplina às salas de aula. Nossos alunos, formados pelos músicos de hoje, são os potenciais professores de Música de amanhã, à disposição de um novo ciclo mestre-discípulo, com novos ares pedagógicos.