O
encerramento do Pib aconteceu com os shows aéreos, realmente viajantes e
etéreos. Começou com a banda Labirinto (foto - SP), cujo som é a busca de
climas imagéticos. Experimentalismo puro traduz o sexteto paulista, que já tem
dois álbuns. Para saber mais: www.labirinto.mus.br.

Já
o Mama Cadela transita pela irreverência de Zappa, Hermeto Pascoal, com Pink
Floyd e Kraftwek, uma psicodelia setentista traduzida num magnífico som
instrumental.

A
terceira banda foi o Músicas Intermináveis Para Viagem, e, pelo nome, nem
preciso me alongar... Guitarra e bateria instrumentalizando um trip rock, como a
própria banda define, do lounge à distorção. Muito bom! A banda lançou seu
primeiro disco em 2006.

A banda convidada para o
encerramento foi o Fóssil (CE). Vinda de fortaleza, a banda fez lembrar alguns
clássicos góticos, como Dead Can dANCE e até um Christian Death em sua fase mais
dark; trouxe à memória o antigo Espaço Retrô. Boas lembranças. O Fóssil se
preocupa em criar climas através de experimentalismos, com efeitos diversos,
sobrepondo sonoridades. E a ganhadora do prêmio incentivo, mais troféu
escultura instrumental foi a banda Labirinto.

O evento contou ainda com um
debate no último dia, cuja mesa era composta por Alex Antunes (produtor, músico
e jornalista), Marcelo Costa (Ig Música/Scream e Yell), Carlos Costa (Sensorial
Discos) e Lourenço Loop B (músico, produtor e oficineiro), com Inti Queiroz na
mediação. Foram discutidos os rumos da nova música instrumental brasileira, suas
nuances e designações, bem como outros assuntos relacionados ao universo das
bandas independentes, neste estilo, buscando alternativas, através do debate,
para o crescimento e fortalecimento do gênero. Um grande evento, com bandas de
primeira qualidade, num local com bons equipamentos e boa iluminação; um palco
para deixar qualquer banda satisfeita. Parabéns pela iniciativa à Erativa e à
ACDC, e ao Sesc Pompéia e apoio, como não deixaria de ser, da
Dynamite.
Texto
e fotos: Vicky Machado |