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WATAIN

A sexta edição do festival Extreme Music Fest, promovido pela
Tumba Produções, prometia nada menos do que três ícones de cada vertente do
metal extremo no mesmo palco do Hangar 110, que deixa os fãs bem mais próximos
aos ídolos, separados apenas pelas rodas que se abriam a cada apresentação.

O Watain, da Suécia, ficou encarregado de abrir a noite com seu típico black
metal, com direito a maquiagens carregadíssimas (corpsepaint), feições mórbidas
e atmosfera densa, tudo o que um fã do estilo gostaria de ver. Apesar dos
problemas técnicos, os suecos mandaram muito bem como de feitio das bandas
conterrâneas, tocando, entre outros sons, a excelente The Storm Of The
Antichrist e fechando com The Somberlain, música do Dissection.
SADUS

Em seguida (sem contar a demora), entra o Sadus, um dos ícones do
thrash/death erguendo mais ainda o ânimo dos presentes. Steve Digiorgio (o
Geezer Buttler do death metal) é mesmo um monstro (no bom sentido) quando
empunhando seu instrumento de trabalho, mas o som foi muito técnico para o meu
gosto. Talvez isso tenha dado meio que uma esfriada após a metade da
apresentação dos americanos, um bom momento para enfrentar as filas do banheiro
e do caixa para mais algumas cervas geladas.

OBITUARY

Já lá pelas tantas, entra o grupo principal, o tão aguardado Obituary, de
Tampa/Flórida, a Meca do death metal do início dos anos 80 até a metade dos 90.
Por aqui a banda encarou a neurose de ter tido seus instrumentos roubados na
Argentina e a ausência de Allen West, preso até fevereiro do ano que vem. Mas
valeu muito a pena, pois o grupo não deixou cair a peteca e deu o que o público
pediu: uma avalanche sonora de clássicos.

O Obituary quase levou a estrutura da casa abaixo, mostrando que o tempo em
que ficaram parados não apagou ou mesmo diminuiu o profissionalismo que
adquiriram ao longo do tempo. Enquanto no palco o show inicia com Redneck
Stomp e Insane, do novo disco Frozen In Time, na pista inicia-se uma
violenta, porém chamativa roda. Os irmãos John e Donald Tardy, Trevor Peres e
Frank Watkins levam o público ao delírio ao som de clássicos como Chopped In
Half, Dying, Find The Arise, Threatening Skyes, By The Light (não
necessariamente nessa ordem), além de Slowly We Rot, Till Death, Solid
State, On The Floor, Insane, By The Light, entre outras, com direito a
mosh e tudo o mais.
Texto: Rodrigo Khall Ramos Foto:
Pepe Brandão
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