|
|
|
JUN-07: SYMPHONY X TRAZ SEU PROG METAL A SÃO PAULO
|
|
16/06/2007 Via Funchal São Paulo
Passava das 21h quando as luzes se apagaram num Via Funchal não tão lotado, e o Mindflow subiu ao palco para agitar a galera. Talvez agitar não seja o melhor termo, já que os paulistas só animaram os presentes mesmo quando tocaram um cover para Perry Mason, de Ozzy Osbourne. Não que as músicas não fossem boas, até que eram; mas em alguns momentos soavam chatas e repetitivas. De qualquer forma, quem estava ali não havia vindo para assistir à banda de abertura.
Quando as luzes se apagaram novamente, já depois das 22h30, a multidão foi ao delírio com a entrada do quinteto norte-americano, que mandou logo de cara a esperada Of Sins And Shadows. Já nessa hora muitos cabeludos se espremiam em frente à grade para acompanhar mais de perto a técnica apurada dos músicos e se jogar nas rodas de pogo, é claro.
A segunda música executada foi Domination, do álbum novo, Paradise Lost, seguida de Evolution, e a belíssima Inferno, que agitaram até quem não as conhecia aparentemente, muito poucos. Breve pausa e o vocalista Russel Allen aproveitou para se desculpar pela demora em voltar ao Brasil, e dizer o quanto gosta de ver este público animado.
|
|
Depois do curto descanso, o show foi retomado com Communion & The Oracle, muito bem executada. Na segunda parte da apresentação vieram várias músicas do novo álbum, que estavam na ponta da língua dos mais aficionados, apesar de o disco ainda nem ter sido lançado. Milagres da internet. Esta segunda parte contou ainda com King Of Terrors e a maravilhosa Serpents Kiss, do disco novo.
O ápice do show, sem dúvida, foi quando os americanos tocaram Sea Of Lies, um de seus maiores sucessos. Um êxtase geral tomou conta da massa de fãs alucinados, que cantaram cada verso da música. Antes de terminá-la, Russel tomou a voz novamente para fazer a carimbada disputa de lados, em que ele divide o público em duas metades e pede para que cada uma grite, para depois gritarem todos juntos. Praxe em shows desse porte.
|
|
Após o discurso manjado e o final da canção, mais uma pausa para os músicos. Russel voltou sozinho, então, para perguntar se o pessoal queria ir embora ou se queria mais uma música. Apesar de poucos terem entendido o inglês rouco do vocalista, a resposta foi óbvia. O quinteto voltou ao palco para executar The Odyssey, talvez a melhor da banda, e também a mais longa. Pena que ela foi adaptada à realidade ao vivo (leia-se cortada em vários trechos) e houve poucas partes orquestradas. Os cortes amargaram um pouco a língua dos fãs, que não deixaram de cantar prontamente todos os versos.
Não eram ainda 0h15 quando o Symphony X deixou o palco e as luzes se acenderam. O show foi muito bom, sem dúvida, mas um tanto previsível. Quem não havia tido a oportunidade de ver a banda ao vivo pôde conferir a qualidade dos músicos. Apesar da sensação de já saber o que vem a seguir, os fãs puderam curtir uma ótima apresentação de uma excelente banda.
Texto e fotos: Bruno Silva
|
|
|
|
|
Comentários sobre a Matéria: |
|
|
|