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JUL-07: THE RAKES ANIMA POUCO PÚBLICO EM SÃO PAULO

A primeira noite do Indie Rock Festival, no dia 26 de julho, deu o que pensar. Essa data, cuja atração principal era o Magic Numbers  banda não tão conhecida , teve pouco público. O que eu havia dito na resenha da primeira noite realmente continua valendo: o Indie Rock festival deveria ter sido realizado em uma só noite. Se pouca gente foi assistir ao Magic Numbers, imagine como estava de público na segunda noite, quando a principal atração eram os ainda menos famosos do The Rakes... Pois é, menos gente ainda. Quase cômico. Mas novamente o público pôde dançar com todo o conforto do mundo. Ali, dava até para dançar break, balé clássico e frevo sem incomodar uma alma (estou tentando ver o lado bom aqui).

Na primeira noite houve uma surpresa na abertura, já que o Moptop tocou antes do Hurtmold. E essa ousadia foi repetida. Quem abriu a segunda data não foi o Móveis Coloniais de Acaju, como todos presumiam, mas, sim, a Nação Zumbi.

A banda pernambucana tocou para um público que ainda chegava. Fez aquele seu show típico, com o peso dilacerante da cozinha e dos batuques, as guitarras ardidas de Lúcio Maia e os vocais hipnóticos de Du Peixe. 10 anos após a morte de Chico Science, a Nação se mostra ainda mais forte, mas sem jamais esquecer do homem que um dia esteve à frente do palco. Tocaram A Cidade, Macô e Maracatu Atômico, gravadas originalmente com Chico. Também vieram as excelentes já da fase Jorge Du Peixe, como Hoje, Amanhã e Depois, Meu Maracatu Pesa Uma Tonelada, Propaganda, Quando a Maré Encher, Mormaço e Blunt Of Judah. Ainda mostraram ao público material do próximo álbum, que deve sair em meados de outubro. A Nação continua fazendo um dos melhores shows do Brasil.

O Móveis Coloniais fez seu carnaval no palco do Via Funchal (a rima não foi proposital, eu garanto). A big band brasiliense formada por 10 ótimos músicos fez a alegria da galera tocando seu misto de rock, ska, foxtrot, frevo e tudo mais o que existe de divertido na música. Copacabana e Seria o Rolex foram os pontos altos da apresentação, que contou com bastante participação dos presentes, aliás.

Terminaram o show da forma já tradicional: alguns dos músicos desceram do palco e organizaram uma roda no meio do público.

A animação do público compensou a pouca quantidade de gente. Os que ali estavam, ao menos, estavam ávidos por The Rakes. A banda inglesa subiu ao palco e, sem muita cerimônia, desfilou seu compêndio de rock dançante. O vocalista Alan Donahue, aliás,comandou as coreografias. Tinha uma com as mãozinhas que era sensacional. Deixou a Carla Peres no chinelo. O Rakes fez o público chacoalhar ao som de Open Book, Suspicious Eyes e da deliciosa We Danced Together (tudo a ver com o tema da noite, aliás). E o agito só fez mesmo uma pausa quando a banda deu uma parada para respirar e, então, voltar para o bis.

Voltaram com Little Superstitions, música menos animada, ainda em clima de retomada de fôlego. Depois dessa vieram outras para cair no balanço. Um maluquinho de laranja não agüentou de emoção e foi conferir mais de perto. Subiu ao palco, tentou se apossar do microfone do guitarrista, mas o segurança não deixou e retirou o sujeito de lá, com visível esforço, diga-se. O Rakes encerrou sua apresentação incendiária  como dizem por aí  com outra para requebrar: The World Was A Mess But His Hair Was Perfect. Show divertido. A coisa toda da dança ainda fez com que a galera se esquecesse do frio ártico que fazia lá do lado de fora...

 

Texto e fotos: Bruno Palma Fernandes

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ComenteComentários sobre a Matéria:
hahaha "Deixou a Carla Peres no chinelo" adorei!
De: Claudia
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