Arquivo de Conteúdo 2002-2008

 PORTAL DYNAMITE 2009
 NOTÍCIAS
 SHOWS
 REVISTA DYNAMITE
 COLUNAS
 MP3
 FOTOS
 LANÇAMENTOS
 ANUNCIE
Buscador Dynamite Online

SHOWS
SHOWS
NOV-07: LCD SOUNDSYSTEM COMETE UM DOS SHOWS DO ANO

Onde você esteve na noite de terça-feira, dia 13? Durante a apresentação do LCD Soundsystem, essa pergunta nunca teve uma resposta exata para a platéia, que, pequena, mas calorosa, se encontrava num lugar chamado "Sound Of Silver", título do mais recente CD lançado pelo LCD, CD que já pelos singles vazados em 2006 era tido com uma das boas novidades musicais para o ano seguinte, o atual ano de 2007.

Já com "Sound Of Silver" lançado, o público não poderia imaginar mais uma passagem do LCD pelo Brasil, não tão cedo (afinal com essa, a banda já soma três apresentações em solo nacional).

Não poderia imaginar, mas esperava para ouvir os novos singles calorosamente no Via Funchal na noite de terça-feira. No entanto, agora perto do fim de 2007, as especulações deram lugar à certeza de que o segundo CD dessa banda é um dos melhores do ano.

As siglas do grupo estampadas nas maletas de equipamentos de palco mostram que cada letra poderia representar um integrante; LCD SS (LCD Soundsystem) ou James Murphy, Nancy Whang, Pat Mahoney, Al Doyle (que segundo consta esteve no Brasil este ano durante o Tim Festival, por fazer parte do "Hot Chip") e Phil Skarich (os membros), já que são cinco palavras e cinco integrantes. Sendo assim, Murphy seria o "S" do "Sound" (som) ou até mesmo o "S" de "Soul" (alma) dessa turma. Criador do grupo, multiinstrumentista, vocalista e ainda produtor musical de gente como The Rapture nas horas vagas, James cantava em algum lugar entre o palco e o globo acima de sua cabeça. Em uma palavra? Transe. James estava em transe, canta de olhos fechados, serrados e sempre com o rosto em direção à luz do teto, às vezes balança a cabeça como querendo afastar possíveis imagens que o fizessem se distanciar do som que estava buscando para o show.

Durante a apresentação do LCD, o público estava numa pista de dança embalada por alguns dos melhores singles de 2005 (ano em que saiu o primeiro álbum deles) e de 2007 (ano do segundo disco e que, por sinal, tem a maior atenção do show). Entretanto, não se pode dizer o mesmo da atração de abertura, The Field, projeto eletrônico do sueco Axell Willner, que, apesar de ter um dos CD's de eletrônica mais elogiados de 2007, fez um set meio desleixado e não soube mostrar nada do que tinha de bom guardado. Ninguém prestava atenção e ele também não se esforçava para fazer sua música ser notada.

O LCD arrancou do microfone uma experiência multifacetada do seu jeito de criar música, passeando por uma versão rock eletrônico de "Tribulations", uma empolgante e apressada de "Daft Punk Is Playing At My House", uma gritaria em "Yeah", uma viagem lunática com "Get Innocuous", cantando a maliciosa "North American Scun" e rindo de "Time To Get Away". Acho que a frase na blusa do James Murphy ("Rainbows Changes") se refiria a todas essas "mudanças" em seu repertório. E claro que não podiam faltar as músicas mais bonitas da carreira do LCD, a inesquecível "presença" (essa música paira no ar, tem vida própria) ao vivo de "All My Friends", que rivaliza em encantamento e perfeição de execução com "New York I Love You" (muito bem adequada também seria se fosse chamada de "São Paulo I Love You"), que encerra o show e infelizmente nos coloca de volta ao mundo real, no mundo em que não sei onde você estava nessa ultima terça-feira, mas que me colocou num dos melhores shows do ano.

Texto e foto: Allan Gonçalves

Colaboração: Paulo Simas

ArquivoShows Anteriores:
ComenteComentários sobre a Matéria:
QUEM SOMOS | REDAÇÃO | FALE CONOSCO | ENGLISH
2001-2006 © Associação Cultural Dynamite - webmaster