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FEV-08: DEEP PURPLE: SHOW COMPETENTE, SEM SURPRESAS
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A banda britânica dos anos 70 aportou no Credicard Hall pela oitava vez na terra brasilis. Como nas últimas ocasiões, veio com o tripé básico de sua formação mais clássica: Ian Giillan (vocal), Roger Glover (baixo) e Ian Paice (bateria), e os já nem tão novos componentes Steve Morse (guitarra) e Don Airey (teclados).
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| O show, como sempre, fez um apanhado da primeira fase de Gillan (70-73), com: Pictures Of Home (abertura), Into The Fire, Strange Kind Of Woman e Lazy, Space Trucking, Highway Star e Smoke On The Water, todas do quarto álbum "Machine Head" (71), considerado o melhor trabalho do grupo. Da terceira fase com Gillan (dos anos 90 pra cá) as únicas que empolgaram foram Sometimes I Feel Liek Screaming e "The Battle Rages On".
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| Já no solo de Morse, rolaram riffs conhecidos como de Paranoid, Crazy Train (homenagem ao Ozzy), Strawberry Fields e Sweet Child O' Mine, e a galera veio abaixo!
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Don Airey também empolgou no solo de teclado, principalmente na palhinha de Mr. Crowley. Em tempo, há de se salientar a melhora substancial da qualidade de som da casa.
Dos anos 80, é claro, rolou Perfect Strangers, mas senti falta de alguma coisa do álbum "The House Of Blue Light" (87).
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No bis nenhuma novidade, com os primeiros sucessos Hush e Black Nite. Ok, a platéia formada em boa parte por jovens ficou extasiada com o show, mas será que não estava na hora de Gillan dar o braço a torcer, e cantar alguma música da era Coverdale? Onde estão clássicos como Burn, Mistreated e Stormbringer? E mais ainda, será que o próprio não poderia se juntar ao Purple e dar umas férias para Gillan? Isso, de certo, daria uma nova motivação à banda e aos fãs. Mas mesmo assim foi um bom show
Texto: Hilton Demo Chueiri
Foto: Dum de Lucca Neto
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